Educação e Novos Desafios: a Informática na Aprendizagem Escolar


Vive-se, atualmente, em uma sociedade da informação ou do conhecimento, termo criado pelo economista Fritz Machlup, em 1996. A informação, na atual sociedade, é um elemento fundamental de desenvolvimento. Para que a sociedade avance, é necessário que todos tenham acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Um dos problemas dessa era é que a sociedade da comunicação gera exclusão, uma vez que nem todos têm acesso igualitário à informação e às TICs.
O primeiro ponto que chama a atenção neste processo é a flexibilidade, ou seja, as transformações organizacionais em termos de rapidez e eficiência que modificam o paradigma institucional. Pois bem. Pode-se dizer que a escola é uma instituição tipicamente tradicionalista, que utiliza os mesmos recursos e organização desde seus primórdios, por exemplo, o quadro de giz. A estrutura escolar geralmente não possibilita fluidez de informações ou flexibilização em sua organização, centrada comumente na transmissão do conhecimento.
A questão que a sociedade da informação e o uso da Internet propõem é como desfocar as informações do centro de controle do professor. A fluidez do acesso às informações via Internet e a independência que esse acesso proporciona aos alunos são desafiadoras para a educação escolar. É claro que é preciso refletir sobre a qualidade da informação que se tem disponível, sobre os mecanismos de busca e sobre a produção de conhecimentos que irá proporcionar.
Além dos problemas do acesso às informações e às TICs, há a questão da mudança paradigmática da escola neste contexto. Como as novas tecnologias podem influenciar a educação? Como as novas tecnologias afetam a organização do trabalho pedagógico? Para refletir sobre as questões propostas, será discutido o uso do computador na sala de aula. Como é possível introduzir a informática na educação?
Atualmente, o uso de computadores nas escolas é uma realidade, pois tanto escolas públicas como particulares têm acesso à rede. É claro que em medidas diferentes, pois algumas escolas ainda não contam com recursos suficientes, limitando a utilização dos computadores às atividades de administração. Em outras escolas, a utilização dos computadores ocorre apenas nos espaços definidos como laboratórios de informática. Mas existem unidades de ensino onde os computadores são utilizados em larga escala pelos alunos, portadores de microcomputadores individuais.
Em todo o caso, as discussões ocorrem em torno de como utilizar os recursos, quanto tempo poderá ser destinado ao uso dos computadores, quais serão as melhores situações ou, ainda, como será o acesso dos alunos à Internet. Na verdade, é possível enumerar muitos aspectos do que se pode chamar de Informática Educativa. E há inúmeros grupos de pesquisa que estudam especificamente a questão das Tecnologias da Informação na Sociedade do Conhecimento e suas relações educativas.
É importante frisar que novas tecnologias não solucionam problemas educativos. Não
basta que se tenha na sala de aula um computador ou um projetor para que metodologias
equivocadas e ultrapassadas sejam postas de lado. Um professor que acredite que a
repetição fará com que seu aluno aprenda, por exemplo, utilizará as ferramentas da Internet ou computadores com os mesmos princípios. Banir as novas tecnologias da sala de aula também não soluciona a questão. Elas podem ser utilizadas em atividades criativas, incluindo todas as faixas etárias.
Relacionar educação e sociedade, tornando a escola um lugar de produção e conhecimento, é um desafio que inclui os avanços tecnológicos na educação.

“A relação de ensino é uma relação de comunicação por excelência, que visa a formar e informar; e instrumentos que possam se encaixar nesta dinâmica têm sempre a possibilidade de servir ao ensino. Livro, vídeo, fotografia, computadores e outros são formas de comunicar conhecimentos e, como tais, interessam à educação.”
Cristina Marques, Livro-Texto p. 277


Fonte: SILVA, Andréia Correa Figueiredo.
 Didática e Práticas de Ensino. 
Valinhos, Anhanguera Educacional. 
p. 1-182, 2014

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